Direito de privacidade

21 de dezembro de 2008

Vivemos em um mundo onde à nossa privacidade não é mais respeitada. Temos os nossos direitos desrespeitados pela nossa família, amigos, colegas de trabalho, governos e até mesmo por pessoas que nem ao menos conhecemos.
Em um mundo onde uma pessoa decide se excluir e se reservar ao direito de ficar só com seus pensamentos e idéias ela acaba sendo taxada de maluca, solitária, individualista e por vezes arrogante. As pessoas não entendem às necessidades dos outros de se manterem reclusos, livres de pessoas que questionam nossas idéias e direitos.
Ninguém compreende a importância do pensamento e não conseguem se concentrar no seu próprio eu, não chegam ao mais recôndito pensamento da sua mente, e acabam por não entender o comportamento de quem consegue.
Nós que por opção decidimos mantermo-nos livres de conversas superficiais sobre os programas inúteis da TV, ou de festas que se tornam motivo de degradação corporal e mental e principalmente de mantermos nossas vidas ocultas. Acabamos sendo massacrados por todos, como se fossemos prepotentes idiotas sem ao menos pensarem sobre nossa necessidade de privacidade.
O respeito por ela não existe mais, ou talvez nunca existisse, mas o certo é que não é justo que desrespeitem um direito que é de todos, regrado pela constituição. Portanto a injustiça que se faz a este tema deve ser levada a sério por mais que incomode quem não entenda ou não concorde.
Autor: Edicarlos Santana Barbosa, Analista de redes, Graduando em Ciência da Computação e amante da filosofia psicologia e sociologia.

edicarlosbarbosa@diagonalurbana.com.br

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